04/01/2018

A DECISÃO ESTÁ BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ

-foto: Flickr

Não sei o que você passa, mas sei que você está em dúvida sobre o que fazer. E pior, responsabiliza Deus por "nunca te dar as respostas óbvias" sobre o que deve ou não ser feito em determinado assunto. Mas vou te dizer algo, a resposta está bem debaixo do seu nariz, mas calma, já vou dizer qual é. Antes pense um pouco: você está errado. E sempre esteve. Estou errada também. Estamos todos errados. E a resposta é tão simples e fácil que vamos ficar todos constrangidos. Mas, espere um pouco.

Estar em uma caminhada com Cristo é algo bem difícil - desculpe, eu realmente gosto da metáfora da caminhada -. Por favor, entenda, eu não disse a respeito de qualidade, mas sobre dificuldade. Isso porque o caminho difícil é justamente o caminho certo a andar. E o sábio afirma isso lá em Provérbios 14:12. Caminhar nesse caminho nos conduz a uma série de questionamentos sobre o que devemos ou não fazer. 

Precisamos mesmo falar um pouco sobre esses questionamentos. Questionar-se sobre o certo e o errado é bem normal, não se preocupe. Devemos estar atentos a nossa natureza. Somos pecadores desde o nosso nascimento, logo, desde que demos nosso primeiro suspiro ao mundo, estamos sujeitos a andar nesse caminho errado de pecado. Mas, a Graça é maravilhosa e nos salva desse caminho e nos leva para o Caminho certo. E agora, nessa jornada extremamente difícil de caminhar em direção ao Alvo, temos alguns questionamentos sobre o que fazemos, fizemos e devemos fazer, quando na verdade, a resposta grita em nossos ouvidos. A resposta mostra o exemplo do que fazer. A resposta é o que devemos fazer, Então agora, vamos nos referirmos a ela com letra maiúscula - aprendi isso com a Sabrina. A Resposta, amigos, está diante de nosso olhos. Está bem no Alvo. A Resposta é o próprio Alvo. 

Lutar contra nossa natureza pecaminosa de morte e dor, estar no Caminho, não é ação fácil, eu sei. E já comentei isso com vocês. E é justamente isso o que nos traz as dúvidas em relação ao que deve ser feito. É justamente isso o que me faz e te faz pensar em outra opção que não seja Cristo. Que não seja o Amor. Que não seja a Palavra. Que não seja a Gentileza. Que não seja o Sacrifício. Que não seja a Bondade. Mais uma vez, a Bondade. O Caminho estreito é justamente o mais difícil e justamente o melhor, porque assume a Bondade de Cristo para nós, em nós e para os outros. E perceba, nossa natureza confunde nossos sentimentos para olhar para outros meios de resolver nossa dor. Mas, existe outra opção que não seja a Bondade?  Eu não conheço. E principalmente, Cristo não conhece.

Eu sei, tirar essa bandana que nos cegava é algo inacreditavelmente prazeroso. Pode gritar agora, é seu direito. Grite para o mundo, meu bem. É seu direito. E abrace Jesus nesse momento, por favor. Sorria para Ele, Ele está sorrindo para você agora. E você não merece. Eu também não. Mas Ele é Bom. Ele mora na Bondade. Ele é a própria Bondade. E o Caminho mostra qualidade porque revela algo que confronta o meu e o seu "eu". Passamos tanto tempo conversando com pessoas e nos frustando tanto a respeito de nossa dor e de nossas resoluções, quando, na verdade, é tudo tão claro e simples. Tudo se resume no próprio Caminho. Tudo é fazer o que Jesus faria. Tudo é ser a própria Bondade. Sempre que tiver dúvidas em relação ao que deve ser feito, analise e veja como tudo é simples, pare de complicar tudo por só um segundo, faça Bondade, seja Bondade e sinta o Espírito dançar dentro de você. Sinta o céu cantar em som de alegria sua escolha. E lembre-se, Deus escolheu o melhor que deveria."E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom." Gênesis 1:31

01/01/2018

PRONTOS PARA SERMOS TIAGO

- foto: Flickr

Hoje é o primeiro dia do ano e eu estou feliz. Feliz porque completei mais uma caminhada e feliz porque sei Quem me ajudou até aqui. Sério, eu estou muito feliz. O último ano, 2017 no caso, me trouxe uma carretada de obstáculos na caminhada. Vi e fiz coisas que pensei que meu coraçãozinho não fosse suportar. Eu senti, irmãos, eu senti meu coração quebrar-se. E também fiz coisas muito erradas, como, por exemplo, me deixar seduzir pelo caminho largo que não tinha objetivo nenhum. E eu estou feliz. 

Eu nunca achei que fosse dizer isso, mas depois de um ano conturbado e muito doloroso, eu amei 2017. Amei porque em tudo eu vi a Mão do Papai me abrigar e olhando tudo aqui de longe, do presente, o passado me parece ideal para o que eu precisava (e preciso, quem saberá?). E antes de pular para a parte sobre o que espero do nosso querido ano de número par, eu vou dizer uma outra coisinha: tudo o que ocorre em nós vem do querer do Abba e tudo o que acontece serve para nosso crescimento. Não estaria aqui falando coisas tão preciosas sobre um ano tão difícil se não tivesse passado por tanto caos, provavelmente metade dos textos que estão publicados nesse blog não estivessem aqui. Provavelmente não teria entregado tudo em mim para Ele. E isso me deixa extremamente feliz. Espero que você olhe com outra visão também. Lembre-se que o Papai te vê desde o ventre de sua mãe e que Ele tem o melhor para você. O que você precisa no momento. E isso me empolga. Ainda não fiz minha listinha de coisas "ruins" e coisas boas, mas na minha cabeça já criando-a sei  que deixei levar-me por apena um acontecimento e esqueci-me completamente dos centenas que me fizeram sorrir muito, uma balança muito desigual, eu sei. 

Tenho muitas coisas ainda para falar sobre o ano passado, mas vou pular para este. Esperei muito ansiosa esse ano, amigos. Todas as vezes que chorava escondida, pensava o quão bom seria que o ano de 2018 viesse. E aqui está ele. Ainda novo, mas muito desejado. E eu já estou sentindo que será um ano tão bom quanto o anterior e não digo apenas de bençãos e realizações pessoais, mas de lutas e provações, porque isso tudo nos molda e faz ver o Amor de Jesus em meio à guerra. Jesus consegue parar o universo todinho por nós e apenas vemos isso quando enfrentamos gigantes. Gigantes em nós. Gigantes em outros. Sigo firme, de passo em passo, rumo ao Alvo. Ao prêmio. E espero muitas coisas desse ano. Muitas mesmo. Coisas boas, principalmente. Coisas lindas. Espero as promessas de Deus para mim. Espero um novo. Espero diferença. Espero a responsabilidade da maioridade -afinal, não se faz 18tão todos os anos-. Eu estou com medo, confesso. Mas muito ansiosa, porque, pasmem, Deus já escreveu tudo em seu livro muito antes do Universo existir, muito antes de haver forma na Terra. Ele já escreveu e Ele é o melhor escritor. 

E no meio de tanta ansiedade, tanta expectativa, tanto medo, tanto desejo pelo novo a única coisa que eu tenho certeza é que vou deixar tudo nas Mãos de Jesus e vou andar com Ele. É tudo o que eu sei. E sabe quem me fez pensar assim? Tiago. Leia Tiago 4:13-16, por favor. Esse ano quero ser como Tiago e ter sua ousadia. E você? Eu quero mesmo ter essa coragem de entender que não tenho o controle sobre nada e que Deus é quem dirige meus passos e que Ele é quem decide o que será de mim. E eu no mereço nada. Nem você. Por isso alegre-se nas bençãos e nos frutos, e também nas lutas e provações, porque não merecemos nada e ainda sim, Ele nos dá. Esse ano eu quero tudo, logo, quero Cristo. E Suas vontades. Estou pronta para viver o que Ele achar necessário para mim. E estou pronta para conhecer Jesus. E estou pronta para aprender. Vamos aprender juntos? Feliz antiga história. Deus já a escrevera muito antes da formação do mundo. Feliz nova etapa. Te desejo Vida. E Vida em abundância. 

28/12/2017

SOBRE O CHÃO, CAMINHADA E VARREDURA

- foto: Flickr -

Eu caí. E eu não queria mesmo dizer isso aqui. Mas eu caí. E a queda não é realmente o melhor lugar para estar, mas é também necessário. E comum. E eu preciso te dizer uma coisinha: coisinhas desajeitadas no final geram um grande problema. E você precisa arrumá-las antes que a bagunça tome conta do seu ser. E eu preciso te dizer outra coisa: o Papai ainda continua o mesmo, com a mão estendida te esperando para dançar. 

Mas antes precisamos falar sobre o momento certinho da queda. Com toda a caminhada, às vezes, nos cansamos e então arrumamos um cavalinho para nos levar até certo ponto do trajeto. Isso tudo como se o nosso Rei nos pegasse no colo e caminhasse por nós onde nossos pézinhos não conseguem mais andar. O que acontece é o seguinte: aparentemente, logo após firmarmos nossos pés em terra sólida, esquecemos completamente de Quem nos levou até ali e achamos, pense bem, achamos que nossas pernas são as única responsáveis. E não damos mais as mãos para o Rei e seguimos sozinhos uma estrada melhor aos nossos olhos. Mais fácil. E aí caímos. O confortável não é realmente o melhor. 

Claro que a queda não foi consequência apenas de um fator. As coisinhas em nós influenciam nosso final. E devemos estar atentas à elas. Atentas a tudo e qualquer coisa que poderia destruir nosso eu se juntas estivessem. E isso é um grande ponto em nossa caminhada. Não olhe para si como se nada mais precisasse de manutenção, tudo em nós gira em torno de uma melhoria. Tudo. E observar as pequenas coisinhas com base nas Palavras verdadeiras é um grande ponto de reforma. Varredura em nós. Logo após observá-las siga em profunda busca de melhoria. Varra tudo aquilo que não faz parte dali e não deve estar ali. Varra tudo aquilo que tira-O do princípio. Varra tudo aquilo que te faz não ser como Ele. Varra e arranque isso de Ti. Esteja em profunda obra. Todo o tempo. Constantemente. 

Palavras de quem visitou o chão algumas vezes: Jesus sempre estará lá te oferecendo o braço. Jesus sempre estará lá. Mesmo que você não mereça, mesmo como eu não mereci e não mereço. Ele ainda é. Porque apesar de mim, Ele continua o mesmo. E entender isso é uma chave de saber que sim, vamos cair e vamos pecar, e sim, ainda assim, Ele estará lá, oferecendo um abraço e dizendo o quanto somos preciosas (e preciosos). E me colocar nesse tópico de preciosa transforma quem sou. Me faz olhar além do caminho relativamente "bom" que eu estava. O caminho mais difícil apresenta algo bem legal no final e mais legal ainda, somos acompanhados por Alguém incrivelmente bom e inteligente. E lindo. 

E caso você caia, tenha coragem. Coragem de se levantar, sair desse caminho errado e voltar ao que era. Você precisará de esforço. E você dançará novamente com a Verdade e prestará mais atenção aos sentimentos em você. A caminhada vai além de obstáculos em seu meio, a caminhada contém obstáculos em nós. E esses são realmente muito difíceis de serem tratados. Mas peça ajuda. E esteja cercados de amantes da Verdade. E prossiga em profunda reverência Aquele que é. Esse é o momento de pegar uma vassoura e varrer em ti aquilo que não deve estar aí. É reforma e eu preciso estar pronta para Ele habitar em mim. E você? 
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16/11/2017

ISSO NÃO É TUDO

-foto: Tumblr -

O grande quê de ser um em Cristo é saber que isso não é tudo. É saber que isso tudo é um pedaço do quê verdadeiro. Isso tudo passa. E tá tudo bem. E tudo isso um dia acaba, mesmo não nos importando mais porque entendemos que sempre esteve tudo bem. E tá tudo bem. 

E eu sei que é uma caminhada extremamente dolorosa até chegarmos ao parágrafo a cima. E às vezes -sempre- as lágrimas em nossos olhos vão deixar nossa visão embaçada e ás vezes, elas vão servir de bebida para nossos lábios e às vezes elas vão regar o nosso jardinzinho e às vezes, só às vezes, vamos repensar em nossos atos, por mais certos que eles estejam. 

Mas tá tudo bem. E você sabe disso. Sabe que as lágrimas são necessárias para regar o jardim em nós, sabe que temos sede e que precisamos saciá-la, sabe que em meio ao deserto pensamos em regressar. E tá tudo bem. A questão aqui é muito além de máscaras em nós. A questão aqui é mostrar o que se é, o que se tem, o que se sente. (mesmo que isso seja extremamente difícil)

E isso não é tudo. Isso não é o fim. O fim está naquilo que Ele diz que acaba, o fim vai além do final do túnel, o fim está no Ômega. O nosso Ômega. Quando andamos pelo túnel, com a visão embaçada pelas lágrimas, e não vemos mais o fim, Ele -sorria, por favor-, Ele está ali, puxando-nos para fora, porque o Seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza. E quando nossos ossos tremem, Ele simplesmente para o Universo para conversar conosco e dizer que os terremotos nos dão medo, mas nos faz ficar mais atentos à natureza da vida. 

Então é hora. Hora de limpar toda lágrimas dos olhos, as lagrimas verdadeiras, do seu quarto, de madrugada, sozinha. É hora de retomar a corrida. É hora de olhar para o Ômega em vida. É hora de correr desse mundo. É hora de tampar os ouvidos e olhos para aquilo que te faz regressar ao cativeiro. É hora de esperar atenta ao jardim crescendo em ti. E ver como as mudinhas estão crescendo e como elas eram apenas sementinhas e um dia, elas serão árvores viçosas e grandes. Mas, por enquanto, elas precisam ser regadas. Porque ainda não é o fim. O fim vem quando Ele disser que é o fim. O fim vem quando Ele quiser. O fim vem quando Ele vier. Ainda não acabou. 
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19/10/2017

AZUL COMO O CÉU

-foto: Umnie - 

Nunca fizera tanto frio como naquele ano. E um bom frio sempre combina com um café bem quentinho, um livro novinho e uma cama confortável. Ou uma poltrona. Para a leitura fluir melhor e o café não derramar todinho. E ali estava o rei. Sentado em sua poltrona vermelha em um momento um tanto quanto íntimo. Apenas lia, mas gostava de uma conversa com a sua alma. Sozinho. Só de vez em quando.

A questão é que aquele bocado de pessoas ao seu redor, cobrando-o sobre assuntos governamentais, pessoais e sentimentais, às vezes, o deixava meio maluco. Mas eram crises de segundos. E os segundos não são eternos. Pois bem. O frio assolava toda a cidade, e às pessoas, não só o rei, buscavam, de qualquer forma, uma forma de cobrir-se, de sentirem-se confortáveis e quentinhos. Com qualquer coisa. Tudo era válido naquela ocasião. 

Mas a questão é que o danado do rei não estava confortável e totalmente bem. Falta Algo. Você sabe não é mesmo? Os seres humanos, meu Deus, nunca estão satisfeitos com nada. Nunca estão satisfeitos com o Nada. É fato que queremos e precisamos de Tudo. E aquele sentimento afligiu nosso rei. Calma. Era um homem bom, fazia coisas boas e queria o bem de todos. Mas às vezes, isso tudo não era necessariamente essencial e confortável. Ainda sim, aquele rei do um gosto literário incrivelmente bacana sentia falta de algo que confortasse o seu nada. 

A poltrona vermelha. 

Depois de um dia inteiro lendo naquela poltrona vermelha, percebeu. 1) Aquela não era necessariamente a poltrona ideal. 2) O que não te mata, te faz mais forte. Forte como se é em um braço de ferro contra alguém muito maior que sua pequenez. Ideal e forte. Duas oposições. A bolha. Mas era mesmo, ele precisava rever suas prioridades. A poltrona vermelha, mesmo que, difícil de ser dito, não era a certa para ele. 

Contudo, tinha que ser lembrada. A poltrona vermelha fora uma querida em tempos antigos. Era vermelha cor de sangue, marcante. Brilhava naquela loja esquecida. Era confortável até para os olhos. Mas ninguém a via. Coitadinha. O rei, quando em passeios, passava pela loja, e seus olhos brilhavam com aquela irradiação de sangue vermelho em seus olhinhos. Mas não dizia nada. Até que, por fim, um camponês a comprou. E aí, sabemos, foi só tristeza e humildade. Tudo junto. Precisava mesmo chorar pelo leite derramado e humilhar-se àquele camponês, de menor tamanho e menor classe social. Você sabe né, para recuperar o que nunca fora dele. E, enfim, conseguira. Mesmo que contra-vontades. Conseguira e a levara para casa com ajuda de um servos, embrulhada e guardada em sete chaves. 

E agora, ali, no presente, percebia: a poltrona vermelha não era a ideal. Suas costas doíam e seu dia terminava bem mal. Era hora, mesmo que com o coração sangrando, de dizer adeus e devolver ao camponês. Mas que loucura, a posse não é das melhores. E o rei da cidadezinha pensou e pensou e pensou. Talvez, mas só talvez, aquele momento fosse uma exceção. As costas doíam, mas o coração não. Não, é hora. Diga adeus. 

E foi-se. Tchauzinho grande poltrona vermelha. Os súditos logo trataram de levar ao camponês e o rei, naquele friozinho, ficara ali, deitado na cama. Mas algo tão lindo como a renúncia ao menor não deveria terminar ali por ali mesmo. E lembrou-se de um Presente. No porão. Com certeza, havia-se esquecido completamente. O Presente. Correu todo o gigantesco palácio à procura dele. Na verdade, dela. Uma poltrona ganhada, de graça, de um grande Amigo. E adivinhem? Azul. Azul como o céu. E adivinhem? Maior. E adivinhem? Mais confortável. E adivinhem? Não dava dor nas costas. E adivinhem? Pesava algodão. E o próprio rei a levara para seu quarto, feliz. E ali, em sua poltrona azul como o céu, lia e pensava. E o azul como o céu, o fazia lembrar de sua Casa.